O Black Bloc tem que parar!

Eu sabia!

“Estou apaixonada pelo Black Bloc” disse uma amiga ativista que muito respeito em mais uma dessas mesas de bar. Há meses que tenho tentado digerir essa tática tão defendida por quem está nas ruas. Fico sempre ouvindo, tentando entender o porquê de não conseguir ver solução, sequer CAMINHO de mudança vinda dessa galera. Fiz de tudo, conversei com o máximo de pessoas que eu pude, até pra São Paulo encontrar os amigos reformistas-políticas-públicas-conferências-conselhos eu fui. TODOS me afirmavam que o Black Bloc é legítimo enquanto expressão de revolta do povo, que é resultado de anos de exploração da classe dominante, que representa a autonomia de uma classe C emergente que vem se livrando das amarras da fome, que é resultado da traição do Partido dos Trabalhados que deixou as massas perdidas, que promove o debate sobre a violência policial, que renova as energias dos jovens ativistas, já ouvi de tudo!

Fui me deixando convencer e tentando julgar menos o que eu via com meus próprios olhos nos atos que participava. Olhava ao meu redor na presença do Black Bloc e não conseguia ver a politização ali, só via jovens perdidos querendo chamar atenção. Os anarcopunks de cabelo roxo, calça rasgadas propositalmente, botinas de guerra sujas segurando suas bandeiras e escudos, cantando “poder para o povo” em nome de um povo que ali não se encontrava. Eram os justiceiros, portadores de todo o bem ou, pelo menos, é o que pareciam acreditar. Super heróis alucinados lutando contra o “estado dominante” na escadaria da Câmara dos Vereadores.

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Aos poucos fui deixando de ir pra rua. Eu realmente não me encaixo com aquelas pessoas que me davam medo e me olhavam com desdém. A tal auto proclamada vanguarda. Mas segui apoiando… Todo mundo tá apoiando, né?

Me lembro que um dia postei no Facebook o título desse post: “O Black Bloc tem que parar”. Fui massacrada pelos comentários me xingando de coxinha, de alienada. Fui realmente humilhada na minha própria feed por expressar o que meu coração sentia. Foi um pouco depois disso que comecei a aceitar e esperar pra ver no que vai dar. Me deixei convencer pela maioria.

E taí. Deu no que deu. Semana passada morreu um cinegrafista da Band que tem uma cara tão simpática, tadinho. O cara levou uma bomba caseira na cabeça vinda de um manifestante desses que acha que é a vanguarda da resistência. Parou o mundo, só se fala nisso, inicia-se mais uma guerra contra a Globo que aproveita o caso para proliferar mais medo entre a população que vem cada vez mais apoiando a punição dos “vândalos” e o Estado rapidamente usa disso como desculpa para aprovar uma lei que enquadra manifestantes como terroristas e praticamente impossibilita manifestações. Aos poucos somos nós que vamos dando as brechas para que a ditadura seja implantada oficialmente com apoio da opinião pública.

É tamanha burrice jamais vista. Ninguém mais vai pras ruas, as reuniões e assembleias viraram uma constante análise dos acontecimentos semanais e tentativas frustradas de fazer eventos de formação, manifestações criativas e vídeos virais para tentar explicar pra população o outro lado da história. Fazer a “contra-informação” como se meia dúzia de coletivos fossem esclarecer alguma coisa dita pela Globo no Fantástico! De nada adianta já que já estamos censurados pelo Facebook mesmo e acabamos falando entre nós as mesmas coisas para nós mesmos. (Achando que isso é ativismo e esse é o caminho da revolução.)

Enquanto isso planos de fato revolucionários, de mudança radical baseados em estratégias que divergem dos fundamentados no sistema atual como a não-violência, compra coletiva de terrenos para viver em comunidades, boicotes, arte de rua, terrorismo poético, rodas de conversa pra crianças, queima de todo o dinheiro, ações criativas simultâneas e extremamente organizadas são deixados de lado. São esquecidos porque dá muito trabalho. A galera quer adrenalina na rua, quer se sentir importante e macho (inclusive as mulheres) mas não quer chegar na hora em uma reunião ou entrar em conflito de ideias em uma assembleia buscando verdadeiramente o consenso.

A verdade é que ninguém leva mais nada a sério. Vai todo mundo levando tudo nas coxas, dando os jeitinhos, passando por cima de detalhes, se ocupando demais pra refletir sobre o mundo ou sobre a vida. E depois vai geral tomar uma cerveja.

Eu tô fora cara. Pode me chamar de coxinha, patricinha, covarde. Me recuso a participar dessa ilusão coletiva. Desse entretenimento barato disfarçado de política. Eu não preciso fazer mais novos amigos. Eu quero mudança e não acho que isso seja possível no Brasil hoje. Eu vou promover a mudança dentro de mim, me espiritualizar e encontrar a minha paz interior. Não vale a pena dessa maneira.

E deixo os meus mais sinceros votos de que o Black Bloc pare antes que seja tarde. Ou que alguém me apresente um plano que faça sentido.

(Esse post reflete o inconsciente coletivo fluindo através de mim. É minha opinião hoje que pode mudar amanha.)

Programa da Penny recebe Pedro Cunha

Essa semana o querido amigo ambientalista internacional Pedro Cunha veio ao Programa da Penny e conversamos bastante sobre as Nações Unidas, ativismo, meio ambiente, etc. Fiquei feliz com o resultado mas acho que deveríamos ter falado mais sobre espiritualidade, sincronias e nova era com esse homem incrível que tem uma cicatriz de beija-flor no terceiro olho e já participou de encontros com líderes espirituais internacionais.

Obrigada pela visita Pedro!

https://soundcloud.com/pennyleska/programa-da-penny-recebe-pedro

 

The Artificial Womb Is Born And The World of the Matrix Begins

”One by one the eggs were transferred from their test-tubes to the larger containers; deftly the peritoneal lining was slit, the morula dropped into place, the saline solution poured . . . and already the bottle had passed on through an opening in the wall, slowly on into the Social Predestination Room.” Aldous Huxley, ”Brave New World”

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The artificial womb exists. In Tokyo, researchers have developed a technique called EUFI — extrauterine fetal incubation. They have taken goat fetuses, threaded catheters through the large vessels in the umbilical cord and supplied the fetuses with oxygenated blood while suspending them in incubators that contain artificial amniotic fluid heated to body temperature.

Yoshinori Kuwabara, chairman of the Department of Obstetrics and Gynecology at Juntendo University in Tokyo, has been working on artificial placentas for a decade. His interest grew out of his clinical experience with premature infants, and as he writes in a recent abstract, ”It goes without saying that the ideal situation for the immature fetus is growth within the normal environment of the maternal organism.” Kuwabara and his associates have kept the goat fetuses in this environment for as long as three weeks. But the doctor’s team ran into problems with circulatory failure, along with many other technical difficulties.

Pressed to speculate on the future, Kuwabara cautiously predicts that ”it should be possible to extend the length” and, ultimately, ”this can be applied to human beings.” For a moment, as you contemplate those fetal goats, it may seem a short hop to the Central Hatchery of Aldous Huxley’s imagination. In fact, in recent decades, as medicine has focused on the beginning and end stages of pregnancy, the essential time inside the woman’s body has been reduced. We are, however, still a long way from connecting those two points, from creating a completely artificial gestation. But we are at a moment when the fetus, during its obligatory time in the womb, is no longer inaccessible, no longer locked away from medical interventions.

The future of human reproductive medicine lies along the speeding trajectories of several different technologies. There is neonatology, accomplishing its miracles at the too-abrupt end of gestation. There is fetal surgery, intervening dramatically during pregnancy to avert the anomalies that kill and cripple newborns. There is the technology of assisted reproduction, the in-vitro fertilization and gamete retrieval-and-transfer fireworks of the last 20 years. And then, inevitably, there is genetics. All these technologies are essentially new, and with them come ethical questions so potent that the very inventors of these miracles seem half-afraid of where we may be heading.

Between Womb and Air Modern neonatology is a relatively short story: a few decades of phenomenal advances and doctors who resuscitate infants born 16 or 17 weeks early, babies weighing less than a pound. These very low-birthweight babies have a survival rate of about 10 percent. Experienced neonatologists are extremely hesitant about pushing the boundaries back any further; much research is aimed now at reducing the severe morbidity of these extreme preemies who do survive.

”Liquid preserves the lung structure and function,” says Thomas Shaffer, professor of physiology and pediatrics at the School of Medicine at Temple University. He has been working on liquid ventilation for almost 30 years. Back in the late 1960′s, he looked for a way to use liquid ventilation to prevent decompression sickness in deep-sea divers. His technology was featured in the book ”The Abyss,” and for the movie of that name, Hollywood built models of the devices Shaffer had envisioned.

As a postdoctoral student in physiology, he began working with premature infants. Throughout gestation, the lungs are filled with the appropriately named fetal lung fluid. Perhaps, he thought, ventilating these babies with a liquid that held a lot of oxygen would offer a gentler, safer way to take these immature lungs over the threshold toward the necessary goal of breathing air. Barotrauma, which is damage done to the lungs by the forced air banging out of the ventilator, would thus be reduced or eliminated.

Today, in Shaffer’s somewhat labyrinthine laboratories in Philadelphia, you can come across a ventilator with pressure settings that seem astoundingly low; this machine is set at pressures that could never force air into stiff newborn lungs. And then there is the long bubbling cylinder where a special fluorocarbon liquid can be passed through oxygen, picking up and absorbing quantities of oxygen molecules. This machine fills the lungs with fluid that flows into the tiny passageways and air sacs of a premature human lung. Shaffer remembers, not long ago, when many people thought the whole idea was crazy, when his was the only team working on filling human lungs with liquid. Now, liquid ventilation is cited by many neonatologists as the next large step in treating premature infants.

In 1989, the first human studies were done, offering liquid ventilation to infants who were not thought to have any chance of survival through conventional therapy. The results were promising, and bigger trials are now under way. A pharmaceutical company has developed a fluorocarbon liquid that has the capacity to carry a great deal of dissolved oxygen and carbon dioxide — every 100 milliliters holds 50 milliliters of oxygen. By putting liquid into the lung, Shaffer and his colleagues argue, the lung sacs can be expanded at a much lower pressure. ”I wouldn’t want to push back the gestational age limit,” Shaffer says. ”I want to eliminate the damage.” He says he believes that this technology may become the standard. By the year 2000, these techniques may be available in large centers. Pressed to speculate about the more distant future, he imagines a premature baby in a liquid-dwelling and a liquid-breathing intermediate stage between womb and air: Immersed in fluid that would eliminate insensible water loss you would need a sophisticated temperature-control unit, a ventilator to take care of the respiratory exchange part, better thermal control and skin care.

The Fetus as Patient – The notion that you could perform surgery on a fetus was pioneered by Michael Harrison at the University of California in San Francisco. Guided by an improved ultrasound technology, it was he who reported, in 1981, that surgical intervention to relieve a urinary tract obstruction in a fetus was possible. ”I was frustrated taking care of newborns,” says N. Scott Adzick, who trained with Harrison and is surgeon in chief at the Children’s Hospital of Philadelphia. When children are born with malformations, damage is often done to the organ systems before birth; obstructive valves in the urinary system cause fluid to back up and destroy the kidneys, or an opening in the diaphragm allows loops of intestine to move up into the chest and crowd out the lungs. ”It’s like a lot of things in medicine,” Adzick says, ”if you’d only gotten there earlier on, you could have prevented the damage. I felt it might make sense to treat certain life-threatening malformations before birth.” Adzick and his team see themselves as having two patients, the mother and the fetus. They are fully aware that once the fetus has attained the status of a patient, all kinds of complex dilemmas result. Their job, says Lori Howell, coordinator of Children’s Hospital’s Center for Fetal Diagnosis and Treatment, is to help families make choices in difficult situations. Terminate a pregnancy, sometimes very late? Continue a pregnancy, knowing the fetus will almost certainly die? Continue a pregnancy, expecting a baby who will be born needing very major surgery? Or risk fixing the problem in utero and allow time for normal growth and development?

The first fetal surgery at Children’s Hospital took place seven months ago. Felicia Rodriguez, from West Palm Beach, Fla., was 22 weeks pregnant. Through ultrasound, her fetus had been diagnosed as having a congenital cystic adenomatoid malformation a mass growing in the chest, which would compress the fetal heart, backing up the circulation, killing the fetus and possibly putting the mother into congestive heart failure. When the fetal circulation started to back up, Rodriguez flew to Philadelphia. The surgeons made a Caesarean-type incision. They performed a hysterotomy by opening the uterus quickly and bloodlessly, and then opened the amniotic sac and brought out the fetus’s arm, exposing the relevant part of the chest. The mass was removed, the fetal chest was closed, the amniotic membranes sealed with absorbable staples and glue, the uterus was closed and the abdomen was sutured. And the pregnancy continued — with special monitoring and continued use of drugs to prevent premature labor. The uterus, no longer anesthetized, is prone to contractions. Rodriguez gave birth at 35 weeks’ gestation, 13 weeks after surgery, only 5 weeks before her due date. During those 13 weeks, the fetal heart pumped normally with no fluid backup, and the fetal lung tissue developed properly. Roberto Rodriguez 3d was born this May, a healthy baby born to a healthy mother. This is a new and remarkable technology.

Children’s Hospital of Philadelphia and the University of California at San Francisco are the only centers that do these operations, and fewer than a hundred have been done. The research fellows, residents working in these labs and training as the next generation of fetal surgeons, convey their enthusiasm for their field and their mentors in everything they say. When you sit with them, it is impossible not to be dazzled by the idea of what they can already do and by what they will be able to do. ”When I dare to dream,” says Theresa Quinn, a fellow at Children’s Hospital, ”I think of intervening before the immune system has time to mature, allowing for advances that could be used in organ transplantation to replacement of genetic deficiencies.”

But What Do We Want?

Eighteen years ago, in-vitro fertilization was tabloid news: test-tube babies! Now IVF is a standard therapy, an insurance wrangle, another medical term instantly understood by most lay people. Enormous advertisements in daily newspapers offer IVF, egg-donation programs, even the newer technique of ICSI intracytoplasmic sperm injection as consumer alternatives. It used to be, for women at least, that genetic and gestational motherhood were one and the same. It is now possible to have your own fertilized egg carried by a surrogate or, much more commonly, to go through a pregnancy carrying an embryo formed from someone else’s egg. Given the strong desire to be pregnant, which drives many women to request donor eggs and go through biological motherhood without a genetic connection to the fetus, is it really very likely that any significant proportion of women would take advantage of an artificial womb? Could we ever reach a point where the desire to carry your own fetus in your own womb will seem a willful rejection of modern health and hygiene, an affected earth-motherism that flies in the face of common sense — the way I feel about mothers in Cambridge who ostentatiously breast-feed their children until they are 4 years old?

I would argue that God in her wisdom created pregnancy so Moms and babies could develop a relationship before birth, says Alan Fleischman, professor of pediatrics at Albert Einstein College of Medicine in New York, who directed the neonatal program at Montefiore Medical Center for 20 years. Mary Mahowald, a professor at the MacLean Center for Clinical Medical Ethics at the University of Chicago, and one of her medical students surveyed women about whether they would rather be related to a child gestationally or genetically, if they couldn’t choose both. A slight majority opted for the gestational relationship, caring more about carrying the pregnancy, giving birth and nursing than about the genetic tie. ”Pregnancy is important to women,” Mahowald says. ”Some women might prefer to be done with all this — we hire our surrogates, we hire our maids, we hire our nannies — but I think these things are going to have very limited interest.” Susan Cooper, a psychologist who counsels people going through infertility workups, isn’t so sure. Yes, she agrees, many of the patients she sees have ”an intense desire to be pregnant but it’s hard to know whether that’s a biological urge or a cultural urge.”

And Arthur L. Caplan, director of the Center for Bioethics at the University of Pennsylvania, takes it a step further. Thirty years from now, he speculates, we will have solved the problem of lung development; neonatology will be capable of saving 15- and 16-week-old fetuses. There will be many genetic tests available, easy to do, predicting the risks of acquiring late-onset diseases, but also predicting aptitudes, behavior traits and aspects of personality. There won’t be an artificial womb available, but there will be lots of prototypes, and women who can’t carry a pregnancy will sign up to use the prototypes in experimental protocols. Caplan also predicts that ”there will be a movement afoot which says all this is unnecessary and unnatural, and that the way to have babies is sex and the random lottery of nature a movement with the appeal of the environmental movement today.”

Sixty years down the line, he adds, the total artificial womb will be here.

”It’s technologically inevitable. Demand is hard to predict, but I’ll say significant.” It all used to happen in the dark — if it happened at all. It occurred well beyond our seeing or our intervening, in the wet, lightless spaces of the female body. So what changes when something as fundamental as human reproduction comes out of the closet, so to speak? Are we, in fact, different if we take hands-on control over this most basic aspect of our biology? Should we change our genetic trajectory and thus our evolutionary path? Eliminate defects or eliminate differences or are they one and the same? Save every fetus, make every baby a wanted baby, help every wanted child to be born healthy — are these the same? What are our goals as a society, what are our goals as a medical profession, what are our goals as individual parents — and where do these goals diverge? ”The future is rosy for bioethicists,” Caplan says. Perri Klass’s most recent book is ”Baby Doctor.” She is a pediatrician at Boston Medical Center.

Source: NY Times

Open Access na área de Inteligência Artificial

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O movimento pelo acesso aberto à produção científica (também conhecido como Open Access, Ciência Aberta, e outros nomes) já não é novidade há uns bons anos. Desde seu surgimento já tivemos diversos manifestos, lançamentos de revistas específicas que adotam essa política, algumas editoras permitindo a publicação de artigos nesses moldes em revistas convencionais, debates sobre formatos, tentativas de implementação de políticas públicas sobre o tema, sociedades científicas disponibilizando os anais de suas conferências para o público em geral, e mais.

Recentemente a Sociedade Brasileira de Automática (SBA) tornou público os artigos apresentados das edições de 2001 à 2011 do Simpósio Brasileiro de Automação Inteligente (SBAI), importante fórum de pesquisadores da área de automação, inteligência artificial, otimização, robótica, e afins.

Aproveitando esse episódio resolvi começar uma lista, ainda que incompleta, com conferências e revistas de acesso aberto da área de inteligência artificial e suas sub-áreas. O que me chamou atenção é que há um número até razoável de conferências e revistas desse tipo com alto impacto na comunidade de pesquisadores quando levamos em conta o índice Qualis para ciência da computação (extratos A1-A2-B1), que também atribui notas para conferências. Utilizei o índice definido na Avaliação Trienal 2010, pois o índice para conferências da Avaliação Trienal 2013 ainda não foi publicado.

Isso foi uma constatação positiva pois uma das críticas que o Open Access recebe é o baixo impacto de publicações desse tipo quando comparadas à publicações fechadas, já estabelecidas há mais tempo.

Vamos à lista, e se você tiver alguma contribuição favor colocar nos comentários que irei atualizá-la aos poucos:

Revistas

Conferências

Aproveitando o tema gostaria de parabenizar a Association for the Advancement of Artificial Intelligence (AAAI), ex-American Association for Artificial Intelligence, por disponibilizar os anais de todas as suas conferências e ainda apoiar o Journal of Artificial Intelligence Research e o International Joint Conference on Artificial Intelligence. Você pode visitar a biblioteca digital da AAAI e baixar os artigos das revistas, conferências, e relatórios técnicos, ficando exclusivo para sócios apenas os artigos da revista não-científica AI Magazine. Gostei bastante dessa política da entidade e, como a defesa do acesso aberto é um tema caro para mim, pretendo associar-me à AAAI assim que possível.

E você de outra área, já teve curiosidade em buscar por revistas e conferências de acesso aberto em seu campo?

* Importante dizer, a revista Artificial Intelligence, publicada pela Elsevier, não é de acesso aberto. Entretanto, você pode criar um cadastro gratuito na IJCAI e ter acesso ao conteúdo da revista – o que não garante que estes artigos estarão disponíveis sempre.

Fonte (Ctrl C + Ctrl V): http://blog.filipesaraiva.info/?p=1227

JK Rowling e os amigos de festa

Na formatura de Harvard em 2008, JK Rowling fala sobre coisas que somente o fracasso pode ensinar, pequenas coisas como apreciar o que se é todo dia e deixar de sonhar grande e longe. O fracasso também é um incentivo na direção de seguir o seu verdadeiro destino, já que não se tem mais nada a perder e a única coisa que temos somos nós mesmos. Somente após um grande fracasso vencido é que podemos ter a certeza de que somos verdadeiramente fortes.

Depois ela fala sobre imaginação no sentido humanitário. Conta da época em que trabalhou na Anistia Internacional e entrava em contato com pessoas que arriscavam suas vidas para contar o que se passava em regimes totalitários, recebia relatos de torturas e assassinatos de homens que lutavam pela liberdade. Foi aí que pode conhecer o pior e o melhor da humanidade.

E aí fala um pouco do que eu gostaria de conseguir transmitir pra tantos dos meus amigos bem-sucedidos-zona-sul-ipanema-leblon-playboy-naotonemai, é sobre a questão da empatia com os que sofrem. Esse enorme afastamento que existe entre os que tem tudo e os que tem nada gera uma absoluta falta de empatia entre ambos, o pobre é visto como ameaça e bandido e o rico como corrupto e maligno. Mas eu acho pior vindo do lado dos ricos (os que tem condições financeiras de escolher os rumos de suas vidas), essa constante busca da identificação somente com os poderosos, que esses arrogantes que nasceram de barriga cheia insistem em buscar ao invés de usar de todo seu conhecimento e toda a riqueza (que receberam simplesmente por nascer) para buscar uma identificação com os sem-poder, me constrange em mesas de bar.

E sabe o que é pior? É que já desisti de falar. Simplesmente não gasto mais energia conversando com os bem sucedidos, vencedores do sistema. Eles não querem saber, se incomodam quando fala-se mal do capitalismo, da situação precária nas favelas e dos políticos corruptos. Meio ambiente e fim do mundo? Já vi amiga minha se levantar da mesa pra não ouvir. Se incomodam porque não são bons nesse assunto e, por isso, tem medo. Sentem-se culpados por ignorarem as minorias e compensam sendo demasiadamente preocupados com animais e crianças. Acreditam que mimar criaturas indefesas compensa as 8 horas diárias incentivando a indústria de petróleo mexicana a privatizar suas reservas estatais.

Me envergonho do ser humano que pensa em si mesmo antes de todos, que se acha especial porque nasceu rico, que desdenha do pobre enquanto toma champanhe em Paris e que acha que manifestação é vandalismo (“Eu acho que eles podiam ter propostas mais concretas”).

Desprezíveis são aqueles que só servem pra ser amigos de festa.

Ferramentas para ação cibernética autonoma

Anonimato

Privacidade e Segurança

Difusão de Informação

  • Yoono: Recibe y envia información desde y a las principales redes sociales como Facebook, Twitter, LinkedIn, Youtube y más (muy recomendado)
  • Brief: Lector de RSS
  • Twitter Adress Bar Search: Buscador de twitter en tu Firefox
  • Google Shorcuts: Accesos directos a todos los servicios de Google
  • Shareaholic: Comparte links en la mayoria de redes sociales desde tu Firefox
  • MMD WordPress.com: Utilidades y atajos para WordPress.com
  • Zemanta: Utilidades y atajos para Blogger
  • e-Mail This: Comparte links por email mediante varios proveedores de correos (Google, Yahoo, etc…)
  • Resurrect Pages: Resucita páginas webs caidas o borradas a través de varios servicios online (muy recomendado)
  • TwitPix Express: Comparte cualquier imagen en twitter desde el botón derecho de tu ratón (muy recomendado)
  • Clippings: Guarda tus frases o palabras más habituales para no tener que escribirlas mil veces
  • MyWords: Guarda tus frases o palabras más habituales para no tener que escribirlas mil veces
  • AlertBox: Te alerta sobre cambios en webs de tu elección
  • RightToClick: Elimina restricciones JavaScript
  • Easy Comment: Rellena automaticamente ciertos campos de los formulario de comentarios en blogs

Multimídia

Utilidades

Combinado de extensões e ferramentas de segurança

Fonte: we.riseup.net

Cálculo da tarifa: a questão da tarifa justa.

O usuário do sistema de transporte conhece no seu dia-a-dia somente uma única tarifa, aquela que ele paga ao entrar nos ônibus (metrôs, barcas, teleféricos, etc.), ou quando recarrega seu cartão rio card (que por sinal deveria se chamar de Sistema de Concessão de Crédito por parte dos usuários para as empresas, já que você ao encher o seu cartão adianta o pagamento de um serviço que só usará no futuro, mas cujo dinheiro as empresas podem investir onde quiserem e ganharem ainda com a especulação financeira. Mas isto é uma outra história…).

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Voltando ao que nos interessa agora, a questão que irá chocar a todos é: não existe uma só tarifa, mas existem DUAS tarifas. A primeira que abordaremos é a chamada Tarifa Real (TR), que seria basicamente a soma dos custos do funcionamento do sistema (manutenção, combustível, salários dos funcionários das empresas, lucro dos empresários, etc) dividido pelo número médio de usuários pagantes. Normalmente o valor da TR é muito grande, e como já falamos em outra ocasião (https://www.facebook.com/photo.php?fbid=186754708194880&set=a.133536566850028.1073741826.126339927569692&type=1&relevant_count=1), os custos para manutenção do sistema são muito elevados e exigem uma concentração de capital muito grande para um funcionamento lucrativo. Ocorre que se fosse cobrado de cada passageiro o valor exato da TR, o preço seria tão elevado que absolutamente ninguém iria querer usar o sistema de transporte e passaria a usar meios próprios para se locomover. Ou seja, isso significaria a falência do sistema de transporte coletivo. Tentando sanar este problema é que surge a Tarifa Social (TS). Como valor da TR seria elevado demais, o poder público propõe outro valor mais baixo, que julga ser possível para as pessoas pagarem e simplesmente paga a diferença, subsidiando o preço final da tarifa (isso mesmo que você entendeu, o governo paga a diferença entre o que o usuário paga ao entrar no ônibus, a TS, e aquela que os empresários das empresas recebem para manterem seus lucros, a TR).

Ocorre que mesmo assim todos ainda saem insatisfeitos. Os empresários reclamam que não têm os lucros que gostariam de ter (o que chamam pelo nome de desequilíbrio financeiro) e os passageiros reclamam que a tarifa é alta demais e que não podem continuar a pagar por ela. Seguindo por esta forma de funcionamento, debater com os empresários é como lavar o focinho de um porco: gasta-se o sabão e chateia-se o porco. Ou seja, dentro desta lógica o problema é não se resolve e os usuários e moradores das cidades permanecem prejudicados.

Aqui se inaugura uma luta, que opõe duas propostas.

Uma é a dos empresários, que passam a atacar as gratuidades (passe livre para estudantes, idosos e deficientes) e também solicitam um montante cada vez maior de subsídios (principalmente através da isenção de impostos para as empresas do setor de transportes).

A outra é a Tarifa Zero. A Tarifa Zero é a simples constatação de que o sistema de transportes coletivos é importante demais para as cidades e que o seu custo é alto demais para que os usuários continuem a financiar a maior parte de seu funcionamento. Por isso os usuários organizados e em luta solicitam uma política de subsídio radical, total e irrestrito por parte do poder público para o funcionamento do sistema de transporte. Dentro desta lógica não há espaço para o lucro privado das empresas privadas, já que aqui é a lógica do bom funcionamento do sistema que deve prevalecer.

Ocorre que isso inaugura uma grande luta: de um lado os empresários das empresas que exploram o sistema de transporte coletivo (e o tornam uma mercadoria, um “business”) e as montadoras de automóveis que querem continuar a vender carros e motos (que poluem, abarrotam e tornam nosso trânsito cada dia mais violento), ambos reivindicando subsídios em busca do aumento de sua lucratividade. De outro, os usuários do sistema que veem no subsídio radical a garantia do seu direito de ir e vir, do seu acesso à saúde, educação, justiça, lazer, enfim, o direito ao acesso à cidade.

Agora pense. Neste quadro existe mesmo alguma possibilidade de tarifa justa? É mesmo viável que os subsídios concedidos pelo governo continuem a servir como fonte de lucro para empresários? Será que é possível negociar nosso direito de ir e vir?

Ocorre que em alguns momentos a prefeitura não está mais interessada em arcar com estes lucros e quer passar parte dos custos aos usuários do transporte. Ocorre que além de tudo isso, a cada novo aumento menos pessoas usam o sistema e isso inicia novamente o “ciclo vicioso das tarifas”. Por todos estes motivos que faremos um ato dia 20/12 para dizer um basta aos aumentos da passagem dos transportes coletivos e apontando a Tarifa Zero como uma solução sobre este impasse.
Então amigo, fica o convite, mas agora é com você.

#CONTRAoAUMENTO

Nenhum centavo a mais!

A passagem não vai aumentar nunca mais, agora é Tarifa Zero!!!

Fonte: Movimento Passe Livre RJ

#ContraoAumento

Ontem aconteceu na Central do Brasil no Rio de Janeiro mais um catracasso. O catracasso consiste em uma tomada de poder pelo povo que, unido, vive por alguns momentos o sonho de um transporte público gratuito (e de qualidade – essa parte inexistente). A massa toma conta das catracas que separam o trabalhador do seu veículo e permite que todas as pessoas pulem o obstáculo financeiro.

https://www.youtube.com/watch?v=rPBdRrjhYqs

Os manifestantes saíram da Candelária em marcha e canto pacífico em direção à central. Grupos partidários, anarquistas, independentes, midia ativistas, protegidos pelo Black Bloc, convocados pelo Movimento Passe Livre do Rio e de Niterói, unidos contra a exploração dos oprimidos.

Do evento no Facebook:

Na segunda, dia 13 de Janeiro, os empresários aumentaram em mais de 20 centavos as passagens intermunicipais. O Ministério Público se pronunciou dizendo que deviam ter dado dez dias prévios de aviso, claramente ignorados.

E foi divulgado nesse mês que a partir do dia 02 de fevereiro de 2014 a Supervia está autorizada a praticar nova tarifa com valor de até R$ 3,20, segundo o Diário Oficial. E é provável que irão colocar o preço maior possível. Pois pelo “ciclo vicioso das tarifas” há tendência de sempre aumentar a tarifa para compensar o baixo rendimento com a diminuição de usuários, que são excluídos do transporte público por não poder pagar.

Nesse mês o prefeito eduardo paes declarou que vai esperar o parecer do tribunal de contas do município (TCM) a ser dado no início de Fevereiro, segundo um jornal. Esse último declarou no dia 20 de Dezembro que o aumento das passagens não é aconselhável e que há indício de “caixa preta” na estipulação da planilha de custos para justificar a tarifa. E que inclusive o valor de R$2,75 na passagem do Rio está alto demais! Nisso as empresas ligadas à FETRANSPOR foram na Justiça com uma ação exigindo a realização do aumento. E no dia em que ocorreu o ato contra o aumento, 28 de Janeiro, o Tribunal declarou ser a favor deste. Mesmo com toda a irregularidade na analise das contas da FETRANSPOR. E com isso, o Paes anunciou o aumento para 3 REAIS!!

É preciso lembrar que milhões de trabalhadores das cidades vizinhas e periferias dependem do transporte público como deslocamento para a capital, para trabalhar, estudar ou exercer seus direitos: como acesso à saúde, cultura e lazer. Por isso, são os maiores contribuintes e que mais tem gastos com transportes em toda a população.

#contraoaumento

#contraoaumento

E também no pagamento ao vale-transporte, muitas empresas não querem contratar quem mora distante dos locais de trabalho. Obrigando muitos a apresentar comprovantes de residência perto na capital e pagar do próprio bolso o transporte. A existência de tarifa já provoca, por isso, o desemprego por desalento, onde muitos desistem de procurar emprego por não poder arcar com as passagens. O aumento das tarifas só irá piorar esse quadro. Já são 37 milhões de brasileiros excluídos do transporte público, fazendo seus deslocamentos a pé ou vivem na rua por não poder retornar a seus lares.

Como romper com isso? Defendemos a Tarifa Zero, com o sistema completamente custeado pelo poder público (evitando um sistema que precisa funcionar na lucratividade das empresas) e voltado para as necessidades de mobilidade da população. O povo é que deve mandar no transporte! Até lá, seguiremos lutando pelo fim da exclusão de milhões de pessoas do transporte público! Por esses motivos, o MPL-Rio e MPL-Niterói convocam mais um ato! Não vamos aceitar!
Na luta contra todos os aumentos até que a tarifa baixe à zero!

Não é preciso dizer que a polícia militar do Rio de Janeiro foi extremamente truculenta, atacando os manifestantes com balas de borracha e bombas cada vez mais fortes de gás lacrimogêneo. 19 manifestantes foram presos, não sei em que foram enquadrados mas normalmente as acusações do estado variam entre formação de quadrilha, incendiário, corrupção de melhores, destruição da propriedade pública e até Lei de Segurança Nacional. Durante a Lei Geral da Copa, alguns trajetos da Cidade estarão em regime especial entre 22 de maio a 19 de junho e durante esse período manifestantes poderão ser enquadrados também como terroristas.

#contraoaumento #naovaitercopa

HIERARQUIA: A MATRIX REALMENTE EXISTENTE

PRESENTAÇÃO | DE REPENTE VOCÊ VÊ A MATRIX

DE REPENTE UMA VENDA CAI DOS SEUS OLHOS e você vê: A Matrix. E você a vê em todo lugar: em casa, na escola, na igreja, na empresa, no comércio, em uma partida de futebol, no trânsito, nos locais de atendimento público, nas mídias sociais…

Para ver a Matrix basta parar um instante e observar o comportamento das pessoas privadas. Quer um exemplo? Observe as filas dos bancos. Quando aquele paciente correntista chega à boca do caixa, depois de esperar uma eternidade, ele vai demorar tanto ou mais do que os que estavam à sua frente. É como se dissesse: “– Agora chegou a minha vez de fazer o que eu quiser, então vou conversar bastante com o funcionário, vou me informar sobre tudo, bater aquele papo, aproveitar para realizar várias operações… Os outros que esperem (como eu esperei). Porque agora chegou a minha vez”. Esse é um comportamento típico da pessoa privada (não-comum). Mas é incrível como as pessoas que reproduzem tal comportamento não se dão conta.

Quer outro exemplo? Observe com atenção o seu mural no Facebook ou a sua timeline no Twitter. Você verá multidões de amigos ou seguidores falando só do bem, do belo, do verdadeiro. Você verá pessoas escrevendo sobre ética, valores, consciência, transformação da sociedade… Verá pessoas postando fotos de gatinhos meigos, cachorros com lacinhos, crianças fofinhas com aqueles sorrisos lindos, paisagens fantásticas… Essas pessoas acham (ou, às vezes, nem acham porque estão agindo inconscientemente) que, assim, estariam se redimindo de algum pecado (e se livrando da culpa por não ser boas o bastante). Imaginam (ou até não imaginam, mas agem como se imaginassem) que construindo uma persona (pública) identificada com o bem, o belo e o verdadeiro, estariam se aperfeiçoando (já que avaliam que não são boas o bastante), consertando algum defeito que supostamente teriam trazido: de onde? Ora, elas não sabem e o fato de não-saberem, mas atuarem (num sentido psicanalítico do termo) desse modo, explica tudo (conquanto, para elas mesmas, não explique nada de vez que essas pessoas não estão buscando explicações para o que é como deveria ser).

O mais interessante que você verá nas mídias sociais são as multidões de pessoas comemorando as sextas-feiras! E outras multidões curtindo e retuitando essas manifestações de escravos. Automaticamente. Mas do quê mesmo elas querem escapar nos finais de semana? Se você quiser saber, entre em uma organização hierárquica. Qualquer uma. E observe como as pessoas se relacionam nesses ambientes estranhos, como se não fossem elas mesmas… Sim, são autômatos.

Durante várias décadas fiquei observando esse comportamento de rebanho. Imaginando, sem saber explicar direito, que a hierarquia introduz deformações no campo social capazes de induzir as pessoas a replicar certos comportamentos.

Comecei então a fazer explorações no espaço-tempo dos fluxos, para tentar captar a estrutura e a dinâmica que estariam por trás dessa matriz que produz replicantes.

Até que, de repente, vi uma coisa espantosa. E o que vi foi um ser não-humano – um monstro – representado na figura abaixo:

 

Foi assim então que eu vi a Matrix. E quando a vi me apavorei. A imagem é aterrorizante. Lembra aquelas naves de alienígenas predadores do filme de Roland Emmerich (1996) Independence Day.

Não por acaso. Organizações hierárquicas de seres humanos geram seres não-humanos. Mas alguma coisa impede que as pessoas vejam isso. Eis a razão pela qual resolvi escrever este livrinho.

São Paulo, final do inverno de 2012.

Augusto de Franco

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Magia do Caos

LIBER PACTONIS

Magia do caos 4

 A ORDEM E A BUSCA

Os segredos da magia são universais e possuem uma natureza física, de tal modo prática que desafia a simples explicação. Aqueles que percebem e praticam tais segredos são considerados como tendo alcançado a condição de mestres. Mestres irão, em diversos momentos da história, inspirar adeptos a criarem ordens mágicas, místicas, religiosas ou mesmo seculares, com o objetivo de conduzir outras pessoas a condição de mestre. Em algumas épocas, tais ordens tem abertamente se auto denominado Illuminati, em outras épocas, a clandestinidade tem sido mais prudente. Os mistérios podem ser preservados unicamente pela revelação constante. Neste sentido, os Iluminados de Thanateros continuam uma tradição de, talvez, sete mil anos atrás, embora a ordem, em seu aspecto externo, não possua história, sendo ela constituída como uma determinação dos Illuminati.

Numa ordem que não tem passado, não há motivo para camuflar o futuro, a partir do presente. Ela toma o seu nome dos deuses do sexo (Eros), e da morte (Thanatos). Além de serem as maiores forças motrizes das obsessões humanas, o sexo e a morte representam os métodos positivo e negativo de alcançar a consciência mágica. A iluminação e a libertação resultam do sucesso na aplicação destes métodos.

O propósito específico de qualquer ordem dos Iluminados de Thanateros é o de ajudar a determinar sob qual forma haverá de se manifestar o quinto AEON, ainda embrionário. Sua tarefa, embora histórica, consiste em disseminar o conhecimento mágico para os indivíduos. Pois nunca houve uma época desde o primeiro AEON, na qual a humanidade esteve tão carente de tais habilidades para ver o caminho adiante.

Não há hierarquia formal nos Iluminados de Thanateros. Existe uma divisão de actividades dependendo das habilidades, na medida em que elas se desenvolvem.

A maioria das tradições ocultas possuem uma complexa e alta organização da cosmologia de outros mundos e teorias metafísicas.

Até então, eles acompanham teorias mágicas frequentemente confusas.

Em contradição com tudo isso, um insight fundamental da CHAOS MAGIC é que a técnica mágica é aguçada, delimitá-la funciona porque o próprio universo é mais confuso do que parece.

Ou talvez, devesse mais respeitosamente dizer que o universo tem a propriedade mágica de configurar a maioria das interpretações ligadas a ele. Ainda que  reciprocamente exclusivas, uma ampla variação de paradigmas metafísicos podem ser feitos para atacá-lo.

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