Alguns e Outros

Alguns estão vivendo o fim da Era de Peixes. Outros estão vivendo o início da Era de Aquarius.

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aquarius

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Amor livre é necessidade biológica de sobrevivência da espécie

Os homens do mundo estão acabando. O excesso de estrogênio em substâncias criadas pelo homem como agrotóxicos, plásticos, latas de comida e outros, estão contaminando toda a cadeia alimentar que multiplica a concentração ao longo do processo, chegando ao seu máximo no topo da cadeia alimentar: o homem.

A fertilidade masculina está em xeque, a contagem de espermatozoides é maior em homens de 40 anos do que de 20. Nascem muito mais mulheres do que homens porque o estrogênio entra na placenta na formação do feto através de outras proteínas que não são barradas como acontece com o estrogênio puro.

Além disso, os homens estão cada vez mais femininos, bebês muito expostos desenvolvem gostos semelhantes com das meninas, não jogam tanto futebol, tem mais amigas mulheres e talvez isso explique o crescimento exponencial de homens homossexuais.

Por um lado é muito triste que a fertilidade humana possa vir a acabar e a nossa raça seja destruída para que algumas pessoas possam ter mansões de 50 quartos e tomar Veuve Clicot no café da manha. Por outro, pode ser positivo porque se continuarmos crescendo e consumindo dessa maneira precisaremos de 4 planetas em 2050. A humanidade tem que parar de crescer ou mudar de mentalidade. Me assusta o futuro que vem pela frente.

Vai ser tipo filme!

E não tem jeito, as ciumentas vão sofrer muito ainda. Pela sobrevivência da espécie, os homens férteis terão que ser divididos e as previsões muçulmanas de haréns pós-morte serão realizadas no lado de cá. Bando de kamikaze otário.

Mais informações nesse documentário da BBC lançado há 11 anos atrás. Na época a circulação do filme foi proibida pelas grande empresas químicas, hoje está no Youtube.

http://www.youtube.com/watch?v=LkxIJJI37bQ

Necessidade Evolutiva: Programação

Não tem jeito, hoje aprender a programar é muito mais que uma curiosidade dos nerds. Programação será essencial para compreender o mundo no futuro, dominado pelas máquinas. O homem precisará entender como elas pensam e se comunicam para não ser dominado. A alienação em relação à tecnologia já é gritante, são poucas pessoas que sabem o nível extremamente perigoso das pesquisas em algumas universidades ao redor do mundo. Alguns homens já estão brincando de Deus, sem que a humanidade saiba.

Precisamos começar a pensar seriamente nos efeitos da tecnologia sobre a humanidade. Na dependência humana da tecnologia avançada, de toda a energia que doamos às máquinas diariamente sem perceber. Mas pra isso é preciso antes perder o medo delas, entender como funcionam minimamente e empoderar-nos da ESCOLHA de tê-las em nossas vidas.

Recomendo começar leve. Apenas assistindo alguns cursos online, sem muita pressão para tornar-se hacker, programador ou mestre das máquinas. Apenas aprender sua linguagem já vai abrir algumas portas para o melhor entendimento do futuro não muito distante.

Facebook, Google, Microsoft e Twitter se uniram para ensinar crianças a programar, também lançaram uma campanha para que programação seja matéria obrigatória em escolas nos Estados Unidos. A necessidade de programadores é maior que a oferta. A internet tem pressa.

Code.org

Outra opção de aprendizado online é o curso CS50 de Harvard. Básico de programação através de uma metodologia de incentivo intensa muito bem adaptada aos jovens de hoje – hacklabs, festas de programação, colaboração ao invés de competição, professor hiperativo e alucinado…

https://www.edx.org/course/harvardx/harvardx-cs50x-introduction-computer-1022

#ficaadica

“Biocombustíveis são maior ameaça à diversidade na Terra”

Entrevista de Lester Brown para a Folha de São Paulo – 02/07/2007

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A catástrofe é inevitável

Pioneiro no movimento ambientalista prevê “disputa épica” entre os 800 milhões de donos de carros e os 2 bilhões mais pobres do planeta com a produção de álcool a partir de grãos

A AMBIÇÃO BRASILEIRA de criar um mercado mundial para o álcool em parceria com os EUA encontrou um opositor de peso em um dos pioneiros do movimento ambientalista: o americano Lester Brown, 72, com influência suficiente para ser ouvido no Congresso dos EUA, no Fórum Econômico Mundial ou na Academia de Ciências da China. Ele diz que o uso do milho por usinas de álcool desencadeou uma disputa de proporções épicas entre os 800 milhões de donos de carros e os 2 bilhões de pessoas mais pobres do planeta.

O aumento da demanda por milho para fabricação de álcool tem levado à inflação de alimentos em todo o mundo, diz Brown, com efeitos perversos para a população mais pobre.
A posição é semelhante à do ditador cubano Fidel Castro e do presidente venezuelano, Hugo Chávez, que vêem nos biocombustíveis uma ameaça à oferta de alimentos no mundo.
A tecnologia brasileira de fabricação de álcool a partir da cana-de-açúcar não escapa das críticas do ambientalista. “Se eu tivesse que identificar a mais importante ameaça à diversidade biológica da Terra, ela seria a demanda crescente por biocombustíveis”, disse Brown em entrevista por telefone.
O ambientalista afirma que a Terra não terá como acomodar milhões de chineses com o mesmo padrão de consumo dos norte- americanos. Se crescer a 8% ao ano, afirma, a China terá em 2031 renda per capita igual à dos Estados Unidos hoje.
Caso os chineses do futuro consumam como os americanos de hoje, o país asiático terá 1,1 bilhão de carros em 2031, mais que os 800 milhões existentes hoje no mundo. Para alimentar sua frota e seu crescimento, precisará de 99 milhões de barris de petróleo/dia, mais que a produção mundial atual, de 85 milhões de barris/dia.  

FOLHA – O sr. tem uma posição distinta da maioria dos ambientalistas em relação ao uso do álcool como combustível. Por quê?
LESTER BROWN
– Muitos ambientalistas estão mudando de posição em relação a essa questão. O cenário de um ano atrás não é mais o mesmo hoje, pelo menos não nos Estados Unidos. Se utilizarmos quantidades crescentes de grãos para dar combustível aos carros, isso levará à alta no preço de alimentos e será uma ameaça à população mais pobre do planeta.
Os ambientalistas estão retirando apoio ao álcool e falando em carros híbridos [movidos a gasolina e eletricidade] que podem ser recarregados em uma tomada, vistos cada vez mais como a solução para os Estados Unidos. O Toyota Prius é o carro híbrido mais popular nos Estados Unidos.
Se for agregada a ele uma segunda bateria com tomada, será possível recarregá-la à noite em casa. Com isso, os percursos de curta distância seriam realizados totalmente com eletricidade. Se fizermos isso nos Estados Unidos, poderemos reduzir nosso consumo de petróleo em cerca de 80%.
Se, ao mesmo tempo, investirmos em centenas de usinas eólicas [movidas a vento], agregaríamos energia barata à nossa rede de transmissão, o que nos permitiria ter energia equivalente a um galão de gasolina por US$ 1. Está surgindo uma grande coalização entre companhias de eletricidade, corporações, ambientalistas e governos municipais e estaduais para encorajar a adoção desse caminho.

FOLHA – O sr. fala em um “confronto épico” entre os 800 milhões que têm carros e as 2 bilhões de pessoas mais pobres do mundo, que vêem os preços dos alimentos subirem. Os vencedores desse confronto, pelo menos até agora, parecem ser os 800 milhões de motorizados, considerando os pesados investimentos na produção de álcool.
BROWN
– Por enquanto, os 800 milhões têm sido vitoriosos, porque houve enormes investimentos em usinas de álcool nos Estados Unidos. A capacidade de produção em construção é maior que a capacidade de todas as usinas criadas desde o início do programa [de fabricação de álcool], em 1978.
Até o fim do próximo ano, quase 30% da colheita de grãos irá para usinas de álcool, reduzindo a quantidade disponível para exportações. Como o mundo depende fortemente dos Estados Unidos, que é um dos maiores exportadores de milho e de trigo, isso vai criar problemas graves aos importadores de grãos, como Japão, Índia, Egito, Nigéria, México.

FOLHA – A recente inflação nos preços de alimentos no mundo pode ser atribuída ao álcool?
BROWN
– Há outros fatores, como falta de água, mas a causa principal da inflação nos últimos seis meses tem sido o aumento no preço de grãos. Isso ocorre em todos os lugares do mundo: no preço do porco na China, da tortilha no México, da cerveja na Alemanha.

FOLHA – Com tantos investimentos no setor, é possível uma reversão no uso de álcool nos Estados Unidos?
BROWN
– Ninguém sabe. O que começamos a ver é uma reação dos consumidores. Estamos em uma situação inusual, na qual subsidiamos a alta do preço de alimentos. Como contribuintes, estamos dando os subsídios que vão para a produção do álcool. Perdemos nas duas pontas, como contribuintes e como consumidores.

FOLHA – Além disso, a produção de álcool com milho é pouco eficiente.
BROWN
– Sim, especialmente se comparado ao álcool produzido por cana-de-açúcar. Para cada 1 unidade de energia usada na produção de álcool a partir do milho, é obtida 1,3 unidade de energia, o que dá um ganho de 30%. No caso da cana-de-açúcar, para cada 1 unidade de energia utilizada, são obtidas 8 unidades de energia.

FOLHA – O álcool produzido a partir da cana-de-açúcar é uma opção viável aos combustíveis fósseis?
BROWN
– Poderia ser nos países que podem plantar cana-de-açúcar. Nós não podemos plantar muito, porque estamos no hemisfério Norte. Mas, se países que já são grandes produtores, como o Brasil, tentarem satisfazer não apenas seu mercado interno mas também exportar, haverá desmatamento, pela expansão da produção de cana-de-açúcar ou porque a expansão da cana toma espaço de outras culturas, como soja [que ocupariam outras áreas].
A preocupação que está emergindo na comunidade internacional de ambientalistas em relação aos biocombustíveis é o efeito que eles estão tendo no desmatamento na Amazônia brasileira e no sudeste asiático, onde Malásia e Indonésia são os principais produtores de óleo de palmeira, que é usado como biodiesel.
Se eu tivesse que identificar a mais importante ameaça à diversidade biológica da Terra, ela seria a demanda crescente por biocombustíveis -álcool no caso do Brasil ou biodiesel no caso do sudeste asiático.
Eu não diria que o Brasil deve interromper sua produção de álcool. A minha sugestão é que o Brasil comece a desenvolver outras fontes de energia, incluindo a solar e a eólica, em que tem grande potencial.

FOLHA – A China acaba de superar os Estados Unidos como o maior emissor de gases de efeito estufa. A Terra é grande o bastante para acomodar os milhões de emergentes consumidores chineses?
BROWN
– Eu sempre escutei que os Estados Unidos, apesar de terem apenas 5% da população mundial, consumiam quase 40% dos recursos da Terra. Isso não é mais verdadeiro.
A China hoje consome mais da maioria dos recursos básicos do que os Estados Unidos, com exceção de petróleo. O consumo de carne da China hoje é o dobro do registrado nos Estados Unidos. O de aço é o triplo.
O que acontecerá se a China alcançar os Estados Unidos em consumo per capita? Se o crescimento chinês se reduzir para 8% ao ano, em 2031 a renda per capita da China será a mesma da dos Estados Unidos hoje [com valores ajustados pela Paridade do Poder de Compra].
Se os chineses tivessem o mesmo padrão de consumo dos americanos, em 2031 a população de 1,4 bilhão ou 1,5 bilhão da China consumiria o dobro da atual produção de papel de todo o mundo. Se houver três carros para cada grupo de quatro pessoas, como nos Estados Unidos hoje, a China teria 1,1 bilhão de carros. Em todo o mundo hoje há 800 milhões. O consumo de petróleo seria de 99 milhões de barris ao dia. A produção atual de petróleo é de 85 milhões de barris por dia.
O que a China está nos ensinando é que o modelo econômico ocidental, centrado em combustíveis fósseis, no uso de carros e no desperdício, não vai funcionar para o país. Se não funcionar para a China, não vai funcionar para a Índia, que em 2031 deverá ter uma população maior que a da China. Há 3 bilhões de pessoas nos países em desenvolvimento sonhando o sonho americano.

FOLHA – A questão é essa: todos sonham o sonho americano.
BROWN
– Sim, e em uma economia cada vez mais integrada, na qual todos nós dependemos dos mesmos grãos, petróleo e aço, esse modelo também não vai funcionar para os países industrializados. O que temos que fazer é pensar em uma nova economia, com fontes renováveis de energia, que tenha um sistema de transporte diversificado e que reúse e recicle tudo.

FOLHA – Há disposição entre os líderes chineses para mudar o padrão de desenvolvimento do país?
BROWN
– Eles publicam quase tudo o que eu escrevo. O primeiro-ministro Wen Jiabao começou a me citar em alguns de seus discursos. As coisas mais estimulantes que aconteceram em energia renovável nos últimos anos aconteceram na China. Até o fim deste ano, 40 milhões de casas terão água aquecida por energia solar, captada por painéis colocados nos telhados das casas, e o número deve quadruplicar até 2020.

FOLHA – É possível para a China mudar o padrão de desenvolvimento e caminhar na direção de fontes renováveis de energia sem sacrificar o crescimento econômico?
BROWN
– Se não reestruturarmos a economia mundial, o crescimento econômico será insustentável. Precisamos reestruturar a economia muito mais rapidamente do que a maioria das pessoas imagina.
Os números que mencionei sobre a China como nação consumidora se referem a 2031, quando eles estariam consumindo mais recursos do que o mundo possui.
Se não reestruturarmos a economia no mundo, o progresso econômico provavelmente não se sustentará.

——

Para mais informações sobre a catástrofe inevitável, recomendo a leitura:

Estado do Mundo 2013

100 artistas em 1

Shea Hembrey é um artista que decidiu realizar sua própria bienal. Inventou diversas personalidades e mais de 100 artistas com diversas obras diferentes em um ano.

Será que ele é louco? Ou será que todos nós temos várias personalidades inconscientes loucas para se libertar e produzir?

Deep House

Agoria – Scala

Grrovejet

http://www.youtube.com/watch?v=BJ7cg7Pff2Y

Andhim – Boy Boy Boy

Claptone – Wrong

http://www.youtube.com/watch?v=OZN2seN66xM

Claptone – No Eyes

Croatia Squad – Be Good To Me

http://www.youtube.com/watch?v=KcP3X2fJ0jw

Dennis Ferrer – Mind Your Step

Dusky – Careless

http://www.youtube.com/watch?v=hDXtwAuTXoU

Dusky – Nobody Else

Himself Her – Gone too long

Hot Natured – Reversed Sky Diving

Todas as músicas dessa playlist foram cortesia de Jean Paul, amigo da galera, frequentador de Ibiza, DJ enrustido, hiperativo e lindo.

Read more

Um pouco de Sadomasoquismo Musical

Só pedrada…

Pretty Lights

http://www.youtube.com/watch?v=62VASkbu1gw&list=RD_RlcrCRSY4Y

Rudimental – Waiting All Night

Disclosure – White Noise

C2C – Down The Road

Bonobo – Cirrus

TODAS AS MÚSICAS ACIMA SÃO CORTESIA DE DJ LESLO (FUTURO DISCXAMÃ INTERGALÁTICO).

Tecnoxamanismo na Rádio Interferência

No final do ano passado, tive a incrível sorte de conhecer a querida Fabiane Borges (Antenna Rush) que vem trabalhando o conceito de tecnoxamanismo na sua vida. Já viajou a Europa dando oficinas de alteração da percepção e sensibilidade com auxílio de máquinas.

Não faz muito tempo que meu fascínio pela cibercultura vem aumentando. Tudo começou em meio ao turbilhão de mudanças de Junho de 2013. Como eu não acredito em coincidências (já não dá mais pra seguir na arrogância humana de pensar que não há nada além de nós e que a ciência lógica racional já sabe tudo) mas em sincronias e destino, venho me aprofundando no estudo desse mundo altamente tecnológico-esotérico em que me encontro vivendo.

Conheci a Fabi (linda!) em uma reunião da rádio no final do ano passado. Por mais uma dessas sincronias bizarras, eu tinha lido o blog dela pela primeira vez poucas horas antes. Um amigo me mostrou o site e, ao ler o título do post – TECNOXAMANISMO – já pirei! Várias fichas caíram. Não me senti mais louca ou sozinha. Decidi que queria estudar mais esse assunto.

Convidei para um entrevista no Programa da Penny, “vamos conversar mais sobre isso em FM”?! Adoro. Foi tão bom (Ariana e Leonina não tem erro) que seguimos com o programa que até virou o Programa da Penny e da Fabi! Já fizemos alguns programas em que vamos debatendo e desenvolvendo o que seria o Tecnoxamanismo, durante a semana lemos textos, vemos filmes e vamos avançando, sem medo de nos repetir quantas vezes for necessário para compreender esse tema de complexidade infinita.

Aqui estão os programas até agora:

06/12/2013 – Pennyleska recebe Fabi Borges para um bate-papo livre sobre tecnoxamanismo, magia e muito mais! Fabi vai estar comandando o programa comigo aprofundando o conceito toda sexta-feira às 17:00 até o final de janeiro!

https://soundcloud.com/pennyleska/programa-da-penny-e-da-fabi-i

13/12/2013 – Nessa sexta-feira 13, Penny e Fabi seguem o batepapo livre e descontrolado sobre o tecnoxamaniso, homens x terráqueos, medo e mundo! Jogando ideias no espectro eletromagnético que invade as cabeças pensantes!

https://soundcloud.com/pennyleska/programa-da-penny-e-da-fabi-ii

20/12/2013 – Último programa do ano, adiantado para 15:00 hrs excepcionalmente por causa da transmissão da manifestação. Penny e Fabi seguem pirando no conceito de tecnoxamanismo, relação homem-máquina, tecnologia xamânica, conspirações de Gaia e outras ideias livres. Com direito a empolgadas intervenções da galera.

https://soundcloud.com/pennyleska/programa-da-penny-e-da-fabi-iii

17/01/2014 – Penny e Fabi seguem debatendo Tecnoxamanismo e suas consequências na humanidade.

https://soundcloud.com/pennyleska/programa-da-penny-e-da-fabi-iv

Outras referências tecnoxamanicas (não vi todas):

http://tecnomagxs.wordpress.com/

http://rede.metareciclagem.org/

http://material.xxn.org.uk/doku.php?id=decrystallization%3Aimages

http://toscolao.devolts.org/?toscolino

http://submidialogias.descentro.org/

http://midiatatica.info/

http://ryanjordan.org/

http://filosonias.pravida.org/

http://giulianobici.com/site/inicio.html

www.giulianobici.blogspot.com

http://vimeo.com/21358048

http://vimeo.com/23837120

http://vimeo.com/21540152

http://vimeo.com/21355165

http://www.youtube.com/user/catadores#p/u/6/dp5IjbCXG5M

https://picasaweb.google.com/catadores/MetasubcibertransERitualDeCiberpsicomagiaLinkHttpWwwYoutubeComWatchVWnRMbQQM2J0Fea

https://picasaweb.google.com/catadores/Eroticomia02

http://cassandras.multiply.com/journal/item/110/110

http://cassandras.multiply.com/journal/item/91/metasubcibertrans_por_Dolores_Galindo

http://cassandras.multiply.com/journal/item/90/Processos_Imersivos_e_Reciclagens_de_Singularidades_para_Multitudes

http://cassandras.multiply.com/journal/item/35/35

http://catahistorias.wordpress.com

 

O Black Bloc na perspectiva da não-violência e gestão da mente

Desde Junho que o Brasil vive uma nova dinâmica na política de rua. Protestos voltaram a fazer parte do cotidiano dos jovens, especialmente na cidade do Rio de Janeiro. Após a redução do aumento da tarifa no transporte público que desencadeou a onda inicial de manifestações ao redor de todo o país, outras anseios e indignações tomaram a pauta e as energias coletivas, incentivando novas formas de organização e a permanência do estado de debate e mobilização contra a desigualdade social, pelo afastamento do governador Sérgio Cabral, pela desmilitarização da polícia militar, democratização da dos meios de comunicação, tarifa zero, educação de qualidade para todos, fim da criminalização da pobreza e de políticas pacificadoras fajutas nas favelas, entre muitas outras.

Projetos de nação e de mundo alternativos ao vigente voltaram a ser debatidos especialmente por ativistas independentes e desinstitucionalizados. O protagonismo desse novo processo político saiu dos desgastados partidos que assumiram clara dificuldade em dialogar com as dinâmicas políticas em rede e descentralizadas, ou seja, sem representantes ou hierarquias. Entre essas novas estratégias de organização, chama-se a atenção para a interação rede-rua. As grandes mobilizações passaram a ser convocadas por determinados perfis de grupos hackers como o Anonymous (e suas várias ramificações), articuladas através de hastags variadas como #protestosbr ou #protestosrj, organizadas dentro de grupos nas redes sociais. Ao mesmo tempo, seguiu-se o modelo global de ocupações dos espaços públicos enquanto representação de retomada do território comum de encontro nas praças e ruas em geral. Nasceu o Ocupa Cabral (acampamento de ativistas que reivindicavam um governo mais justo e o afastamento do atual governador na frente da sua moradia em um apartamento de luxo no Leblon), o Ocupa Câmara (acampamento de ativistas interna e externamente à Câmara dos Vereadores na Cinelândia focado no acompanhamento de processos legislativos municipais, especialmente da CPI dos Transportes) e diversas ocupações autônomas menores em diversos bairros da cidade. Estes espaços ocupados tornaram-se focos de interação presencial dos perfis em rede, desencadeando diversos eventos culturais de troca de experiências e articulações entre coletivos antes dispersos, debates e formações sobre temas variados e vivência da autogestão tão teorizada pelos acadêmicos anarquistas antepassados.

Em resumo, toda esta complexa e encantadora trama de organização política descontrolada e autônoma dos governos em gestão somada com atos quase diários em protesto e a explanação das mais diversas injustiças e opressões dos povos pelos seus representantes democraticamente eleitos, passou realmente a incomodar o sistema vigente, atingindo até aos protegidos empresários e lobbistas do status quo. Em resposta, o estado endureceu suas medidas de repressões e vigilância em cima dos ativistas que passaram a proporcionalmente radicalizar a resistência em respostas enérgicas à cada vez maior repressão violenta do estado incorporado na Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMRJ).

Este ciclo vicioso de competição de forças entre a PMRJ e os manifestantes passou por diversos estágios de amadurecimento em ambos os lados. Grupos especializados na repressão estão sendo treinados por polícias estrangeiras enquanto concretizam-se grupos focados na resistência enérgica pelo lado dos ativistas, o mais famoso deles é o Black Bloc. Jamais se assumindo enquanto grupo organizado, o Black Bloc é uma tática de defesa dos manifestantes da repressão e tentativa de silenciar os protestos pelo estado. Embora no Brasil a tática tenha uma atuação política no sentido de soltar notas, convocar atos, fazer mídia nas redes sociais, sabe-se teoricamente impossível a associação de pessoas específicas à liderança deste organismo social. Seria o mesmo que nomear representantes dos que viram bananeiras ou dão estrelas na praia. É uma expressão física que pode ser incorporada por qualquer um que se prepare minimamente. Obviamente optar por essa estratégia de organização não é a toa, enquanto tática não existem lideranças a serem eliminadas ou encarceradas, dificultando a ação de extermínio de inimigos pelo estado.

Segundo a Wikipedia: “Black bloc é o nome dado a uma tática de ação direta, de corte anarquista, caracterizada pela ação de grupos de afinidade, mascarados e vestidos de preto que se reúnem para protestar em manifestações de rua, utilizando-se da propaganda pela ação para desafiar o establishment e as forças da ordem. Do que se pode apurar, esses grupos são estruturas efêmeras, informais, não hierárquicas e descentralizadas. Unidos, adquirem força suficiente para confrontar a polícia, bem como atacar e destruir propriedades públicas e privadas. As roupas e máscaras pretas, que dão nome ao grupo e à tática, visam garantir o anonimato dos indivíduos participantes, caracterizando-os, em conjunto, como um único e imenso bloco.

A expressão Schwarzer Block nasce no início dos anos 1980 na Alemanha. Foi de fato utilizada pela primeira vez por parte da polícia alemã durante as manifestações e passeatas antinucleares e em favor da Rote Armee Fraktion, geralmente usavam roupas e máscaras negras para que o conjunto dos manifestantes formasse uma massa compacta e bem identificável, seja para parecerem numericamente superiores, seja para atraírem a solidariedade e a ajuda de outros grupos ideologicamente afins, durante as manifestações. As máscaras e os gorros ou capacetes têm a função de proteger os membros do grupo e ao mesmo tempo impedir a identificação dos participantes, por parte da polícia.”

Embora a mídia tenha insistido em pautar os manifestantes que estão na rua desde junho como antagonicos: os pacíficos e os vândalos, essa separação nunca existiu. Desde a grande marcha do dia 20 de Junho em que um milhão de pessoas caminharam na Presidente Vargas e a polícia reprimiu violentamente os que se aproximavam da prefeitura, ficou claro a necessidade de resistir a essa tentativa de silenciar o povo pela parte do estado. A dinâmica dos atos sempre funcionou em duas etapas, um momento inicial de politização e confraternização em caminhada (que pode ser interpretado como pacifico) e um segundo momento de confronto entre os opressores e os oprimidos. Não é de hoje e não é daqui que os protestos funcionam assim. Não existem duas manifestações separadas no mesmo percurso, essa é a dinâmica normal de funcionamento ao redor de todo o mundo. E quanto maior vão ficando as tensões, quanto mais exposto ficam as contradições do sistema e as injustiças e desigualdades pelas quais passam os homens geridos por uma classe política em crise de representatividade, mais radical fica esse confronto.

Pode-se fazer uma boa análise do estado mental de um povo de uma região à partir do modo como se manifesta. Não é coincidência que em todo o Brasil as manifestações rapidamente perderam força, sucumbindo às pressões do dia a dia e ao desinteresse daqueles que não lutam sem propósito concreto como era a diminuição do aumento da tarifa (os famosos 20 centavos). Porém no Rio de Janeiro elas continuaram e uma cultura política de rua renasceu entre os jovens da cidade. O Rio, além de já estar em processo de mobilização política jovem há algum tempo (Rio+20, OcupaRio, campanha eleitoral do Marcelo Freixo), é foco da maior desigualdade social no país ao mesmo tempo em que é a cidade que mais recebe investimentos estrangeiros e agora cede dos megaeventos absurdos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas.

Tamanha incoerência que é a cidade do Rio de Janeiro não deixa de afetar o inconsciente dos cariocas. A revolta já ultrapassa os limites do comportamento de aceitação e moderação sugeridos pela sociedade moralista e supercatólica brasileira. Os corações e as mentes estão entupidos de ódio, inveja, rancor e, a mais venenosa, rejeição. A rejeição do estado que incorpora o papel do pai na mente do cidadão. O estado-pai, que deveria prover para sua família-cidadã e que coloca cada vez mais o povo nessa posição de dependência com as políticas de distribuição de migalhas do governo do Partido dos Trabalhadores, não dá conta de disfarçar a corrupção de suas lideranças, o descaso com os que pagam impostos e a clara proteção da elite empresarial milionária da Zona Sul. É a total rejeição dos que mais necessitam de auxílio do estado que faz com que o povo torne o seu desespero em ações concretas de repúdio e violência, assim como uma criança que esperneia para chamar atenção de seu pai que apenas dá atenção ao irmão mais novo.

Sendo assim, até mesmo aqueles que não sentem o impulso incontrolável da psicologia das massas de Freud de libertar seus instintos mais reprimidos quando em grupo (máscarados e equipados) e quebrar todos os bancos e seus lucros bilionários e jogar coquetéis molotov no batalhão de choque da PMRJ que revida com centenas de bombas que equivalem, cada uma, ao salário de um professor da rede estadual e municipal de educação, consideram o Black Bloc legítimo enquanto defensor do povo. Assim como a lei que prende o pai que falta com o pagamento da pensão dos seus filhos, o Black Bloc representa a justiça nas mãos do povo abandonado e explorado.

O preocupante, no entanto, é o rumo que estes salvadores mascarados podem dar ao futuro do país. Enquanto as ações de resistência vem se radicalizando proporcionalmente às politicas de repressão do estado e à formação dos jovens militantes, milhares dos que compareciam aos protestos preferem ficar em casa e acompanhar via streaming pela internet. Não por não estarem de acordo com as ações mas por medo, nem todos tem tanta coragem ou tanto ódio a ponto de estarem dispostos a levar balas de borracha e ingerir gases tóxicos seguidamente. Assim a frequência nas manifestações diminui e a mídia consegue proliferar a ideia de que não há mais pelo o que lutar, de que o povo voltou a estar satisfeito e que agora somente os vândalos sem causa estão nas ruas. A massa acredita e vence a elite opressora que segue explorando e oprimindo livremente.

Outro resultado preocupante é a vitória da revolução liderada por estas práticas violentas. O sistema vigente é fundamentado na violência. Vivemos a era da guerra aérea, psicológica e cibernética. Vende-se violência no cinema, nos livros, nos jogos de video-game, no sexo (fetiche), na comunicação, nas relações interpessoais, nos processos de exploração dos recursos naturais, na hierarquia das instituições, na relação chefe-empregado, dominante-dominado, pai-filho, professor-aluno, etc. Será que precisamos de uma revolução que vença baseada na mesma ideologia já posta? Isso sem contar que não há como competir com o arsenal bélico ultramoderno de qualquer país do mundo hoje, então se propor a vencer um sistema com as armas do próprio sistema não seria suicídio? Podemos interpretar inclusive essa proposta de revolução enquanto vontade de autodestruição da sua vanguarda (e, se vitoriosa, autodestruição do mundo).

Uma revolução necessária é aquela baseada em outros valores, os que foram esquecidos no atual sistema mas que deram início ao mesmo, há muitos anos atrás, na Revolução Francesa: igualdade, liberdade e solidariedade. Claro que estes conceitos passaram por diversas modificações de acordo com a evolução do homem e do mundo que passou pelo capitalismo e o neoliberalismo mas basicamente são os mesmos propulsores da verdadeira mudança. Igualdade: a verdade de que todos somos um, liberdade: o empoderamento do homem livre das hierarquias e do patriarcado e a cultura da autogestão de todos os processos da vida humana assim como é na natureza, solidariedade: amor incondicional e aproprietário.

Porém vivemos um terrível paradoxo, Terry Eagleton escreve, “se, com muita frequência, conhecer o mundo significa atravessar complexas camadas de autodecepção, conhecer a si mesmo envolve ainda mais disso. Somente pessoas excepcionalmente seguras podem ter a coragem de se confrontar dessa maneira, sem racionalizar o que desenterram e nem se deixar consumir pela culpa estéril. Só alguém certo de estar recebendo amor e confiança pode alcançar essa espécie de segurança.” Sabemos que uma revolução somente é verdadeira se fundamentada no amor e não no seu oposto, a violência. Porém para fazer essa revolução precisamos nos sentir seguros para criar os estados mentais ideais para isso. E o que fazemos, hoje, ao resistir violentamente é exatamente o oposto, proliferamos a insegurança e o ódio. Mantemos as pessoas assustadas em casa assistindo à autonomeada vanguarda se manifestando em estado mental absolutamente oposto e não criamos a situação de amor e confiança necessárias para a criação dos estados mentais de real oposição ao sistema vigente.

Enquanto proliferarmos o medo, o ódio, a vingança e a inveja estaremos apenas trabalhando para a manutenção de tudo aquilo que já não suportamos. Nesta perspectiva, concluo então, consciente das possíveis críticas fundamentalistas dos violentos, que o Black Bloc está a serviço inconsciente do sistema. Proliferando os estados mentais ideais para que o povo jamais se sinta seguro para se amar e, à partir daí, fazer a revolução que tanto precisamos e sonhamos.

Sincronia 5

O destino não é uma questão de oportunidade; é uma questão de escolha. Não é algo a ser esperado; é algo a ser alcançado. WILLIAM JENNINGS BRYAN